Fake news: suprimir os conteúdos é a solução?

Fake news estão na moda, tanto no Brasil quanto no mundo. Diversos países, como a Alemanha e a França, estão promulgando leis para regular esta importante questão. Na Alemanha, por exemplo, a multa que foi estipulada pode chegar em 50 milhões de euros.

Neste contexto, a primeira dificuldade dos parlamentares é definir o que são “notícias falsas”. Isto é muito importante, pois se a definição de notícia é falsa “quando ela não puder ser verificada“, por exemplo, toda e qualquer opinião poderá ser enquadrada como falsa. E o populismo poderá tomar conta.

E obviamente esta legislação somente poderá ser aplicada para notícias internas ao país, sendo impossível sua aplicação em notícias que vêm do exterior. O mais prioritário e democrático, então, seria proibir “notícias seletivas” em períodos pré-eleitorais divulgadas em redes sociais, por exemplo. Todos tem o direito de possuir as mesmas informações de maneira a poder se exprimir sobre a mesma base de conhecimento.

Suprimir simplesmente os conteúdos supostos falsos (fake news) é o inverso do debate democrático. Ao invés disso, as leis deveriam exigir que esteja escrito que estas notícias são contestadas por exemplo, além de proibir novas notícias seletivas.

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